Algumas mulheres com epilepsia podem piorar suas crises no período menstrual ou no período da ovulação.
Para ter certeza de que existe essa relação entre ciclo menstrual e epilepsia, precisamos documentar a piora das crises. Isso pode ser feito através do diário menstrual associado a um diário de crises.
Primeiro, é preciso anotar seu ciclo menstrual. Pode ser no bloco de notas no celular, mas a melhor opção é um aplicativo de calendário menstrual. Abaixo, algumas sugestões de app para vocês!

No aplicativo, você anotará a data da sua última menstruação. Anote também no app quais dias do mês você teve crise.
Idealmente, observamos esse comportamento por alguns ciclos menstruais (+- 3 meses).
Uma vez que o neurologista percebe claramente essa relação entre crises e menstruação, ele pode traçar algumas opções:
⁃ Solicitar avaliação do ginecologista: sempre!
⁃ Sugerir minipílula ou contraceptivo injetável trimestral: pílula de progesterona de uso contínuo
⁃ DIU medicado: Mirena ou Kyleena
Essas alternativas vão depender, além de vários aspectos pessoais e morais, da idade, vida sexual ativa, menstruação, planos para engravidar, acne, etc. e sempre serão discutidos em primeiro lugar com o ginecologista!
Se nenhuma dessas medidas anteriores puder ser feita, o neurologista poderá associar uma nova medicação somente no período menstrual ou aumentar a dose do seu anticonvulsivante somente no período menstrual. Dessa forma, você ficará mais protegida no período mais ‘crítico’ do ciclo.


